O procurador jurídico da Câmara Municipal de Lauro de Freitas, apontado como integrante do grupo jurídico ligado ao esposo da prefeita Débora Regis, entregou nesta sexta-feira a carta de renúncia do então presidente da Casa, Raimundo Damascena, conhecido como “Juca”, segundo informações obtidas pela reportagem.
A movimentação ocorre após a prisão de Damascena, investigado por suposta prática de agressão contra uma mulher, além de desacato e ameaça. O caso gerou forte repercussão política e intensificou a cobrança por um posicionamento oficial da Câmara Municipal.
Nos bastidores, a entrega da carta é interpretada por interlocutores como parte de uma articulação política que teria o objetivo de afastar o vereador Almir Santos da presidência interina da Câmara e viabilizar uma nova eleição para o comando da Casa.
A movimentação também levanta questionamentos nos meios políticos: o que estaria motivando esse esforço? Haveria receio de que Almir Santos, permanecendo na presidência, possa determinar auditorias, ampliar a transparência e trazer a público eventuais irregularidades ocorridas durante a gestão de Raimundo Damascena, vulgo “Juca”?
Com a crise instalada no Legislativo, o futuro administrativo, moral e financeiro da Câmara Municipal passa a depender das decisões que serão tomadas pela presidência interina nos próximos dias.
Será que Almir Santos poderá ser o primeiro Vereador a retirar a mordaça em nome da integridade e moralidade?
O espaço permanece aberto para manifestação da Câmara Municipal, da defesa de Raimundo Damascena, da prefeita Débora Regis, do procurador citado e dos demais envolvidos.
