Parque Santa Rita lotado.
Gente na rua.
Gente caminhando.
Gente lembrando.
Na reta final, Cibele de Teobaldo não chega apenas com discurso de campanha. Chega carregando histórias.
E talvez aí esteja o detalhe que incomoda quem acredita que política começa e termina no palanque.
Para muitos apoiadores, Cibele não apareceu agora.
Já estava na memória.
Antes do número.
Antes do santinho.
Antes da disputa por Brasília.
Estava na lembrança de quem cruzou seu caminho quando ela atuava como assistente social.
E os relatos se repetem: não bastava cumprir expediente. Era preciso olhar para quem estava do outro lado.
Olhar para a vida.
Para a necessidade.
Para o próximo.
Agora, faltam apenas dois dias para a votação.
A campanha entra na última curva.
E, enquanto alguns contam votos antes da hora, os apoiadores de Cibele contam histórias.
Cada caminhada traz uma.
Cada porta, outra.
Cada reencontro, mais uma.
No fim, a urna vai registrar números.
Mas a campanha já deixou outro registro: o das pessoas que fizeram questão de sair de casa para dizer “eu lembro de você”.
E talvez seja justamente aí que esteja a parte mais difícil de fabricar em uma campanha:
gratitude não se encomenda.
Memória não se compra.
E reconhecimento não nasce na véspera da eleição.
Dois dias.
Uma urna.
Milhares de histórias.
Agora é esperar o que as urnas vão dizer. Mas o que marcará, é a verdade sentida e marcada em cada vida alcançada.


