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Câmara de Lauro de Freitas é cobrada por rigor ético após casos envolvendo violência contra a mulher e ataques durante sessão

 

A Câmara Municipal de Lauro de Freitas vive um momento em que a sociedade cobra respostas concretas sobre ética, decoro parlamentar e respeito às mulheres.

Enquanto o presidente da Casa, Raimundo Damascena (Juca), responde a processo relacionado à Lei Maria da Penha e também figura em outro processo por ameaça contra mulher, cresce a pressão para que o Legislativo discuta mecanismos mais rígidos para impedir que agentes públicos condenados por violência contra a mulher continuem exercendo funções de representação política, observados os limites da legislação brasileira.

Outro episódio que também tem gerado questionamentos ocorreu durante a reunião extraordinária realizada em 1º de julho de 2026. Conforme a gravação da sessão, a partir de aproximadamente 52 minutos, o vereador Gabriel Bandarra dirige palavras ofensivas durante seu pronunciamento, utilizando expressões como “vagabunda”, “vagabundo” e “ladra de condomínio”, em um contexto que também atingiu integrantes da imprensa e mulheres presentes no debate.

As declarações provocaram críticas e levantaram questionamentos sobre eventual quebra de decoro parlamentar. Juristas destacam que a imunidade parlamentar protege opiniões, palavras e votos relacionados ao exercício do mandato, mas não representa uma autorização irrestrita para ofensas pessoais, podendo eventuais excessos ser analisados pelo próprio Poder Legislativo e, conforme o caso, pelo Poder Judiciário.

Diante dos acontecimentos, cresce a cobrança para que a Comissão de Ética da Câmara analise a conduta do vereador Gabriel Bandarra, assegurando-lhe o direito ao contraditório e à ampla defesa, para verificar se as manifestações são compatíveis com o decoro parlamentar exigido de um representante eleito.

Da mesma forma, parlamentares são pressionados a acelerar o debate sobre medidas institucionais de enfrentamento à violência contra a mulher e de responsabilização ética de agentes públicos envolvidos em condutas incompatíveis com os princípios que devem nortear o exercício do mandato.

A população espera que a Câmara adote critérios uniformes para todos os parlamentares, sem distinção política, demonstrando que o compromisso com o respeito às mulheres, à imprensa e às instituições prevalece sobre interesses individuais ou partidários.

 

 

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