A prefeita de Lauro de Freitas, Débora Régis, tem intensificado críticas aos 16 anos de gestão da ex-prefeita Moema Gramacho, chegando a afirmar que a cidade teria sido “acabada” ao longo do período em que Moema administrou o município. No entanto, o discurso atual da prefeita tem gerado questionamentos políticos e críticas da população, principalmente pela relação próxima que ambas mantiveram durante mais de uma década.
Débora Regis fez parte da base política de Moema por cerca de 12 anos, atuando lado a lado da então prefeita e, em diferentes momentos, defendendo publicamente sua gestão. Durante esse período, Débora esteve inserida no grupo político que comandava a cidade e nunca demonstrou, de forma contundente, oposição às decisões administrativas adotadas.
Enquanto Moema esteve em Brasília, Débora, seu esposo e sua irmã foram inseridos no mesmo projeto político, com vagas importantes.
A mudança de postura chama atenção porque, enquanto integrava o grupo político de Moema, Débora costumava destacar a ex-prefeita como uma gestora competente e participava do projeto político que governou Lauro de Freitas por anos. Agora, já no comando da prefeitura, o tom adotado é de fortes críticas e responsabilização pela situação do município.
Para críticos da atual gestão, o novo discurso pode soar contraditório: se a administração anterior realmente “acabou com a cidade”, questiona-se qual teria sido o posicionamento de Débora durante os 12 anos em que esteve próxima e apoiando o mesmo grupo político. Afinal, quem participou diretamente de um projeto político também carrega parcela de responsabilidade sobre seus resultados, sejam positivos ou negativos.
Na política, divergências e rompimentos são comuns, mas a coerência entre discurso passado e presente costuma ser cobrada pela população, especialmente quando há registros públicos de apoio, elogios e alinhamento político por tantos anos. O debate agora gira em torno de uma pergunta inevitável: trata-se de uma mudança de convicção ou apenas de um novo posicionamento político diante do poder?
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