EM LAURO DE FREITAS, ESSA PERGUNTA COMEÇA A EXPOR UMA CONTRADIÇÃO.
Vereadores eleitos por partidos que integram o campo político de Jerônimo Rodrigues estão hoje alinhados à prefeita Débora Régis, do União Brasil.
E aí surge a pergunta que incomoda:
ATÉ ONDE VAI A AUTONOMIA DE UM VEREADOR QUANDO SEU ESPAÇO POLÍTICO DEPENDE DA BOA RELAÇÃO COM O EXECUTIVO?
Nos bastidores da política municipal, a lógica parece simples:
QUEM CONTRARIA O EXECUTIVO PODE PERDER ESPAÇOS, INDICAÇÕES, CARGOS E FORÇA DENTRO DA BASE.
E assim, pouco a pouco, a chamada independência parlamentar vai ficando cada vez mais parecida com uma peça de decoração.
Vereadores eleitos por partidos ligados ao campo político de Jerônimo precisam escolher entre acompanhar o projeto político de suas legendas ou preservar a relação com o governo municipal.
Não se trata de dizer que o vereador é juridicamente obrigado a apoiar determinado candidato.
A questão é política. É coerência. É compromisso com quem votou.
Se o parlamentar foi eleito por uma legenda que apoia determinado projeto e, depois de eleito, passa a fortalecer o grupo adversário, o eleitor tem o direito de perguntar:
MUDOU O PROJETO OU MUDOU A CONVENIÊNCIA?
E talvez esteja aí uma explicação para um fenômeno curioso de Lauro de Freitas:
A OPOSIÇÃO EXISTE. SÓ NÃO SE SABE EXATAMENTE ONDE ELA ESTÁ.
Afinal, quando quase todo mundo precisa manter uma boa relação com o Executivo para preservar espaço político, fica difícil encontrar uma oposição realmente fidedigna, independente e fiscalizadora dentro do Legislativo.
É QUASE UMA OPOSIÇÃO DE FAZ DE CONTA: CRITICA QUANDO PODE, MAS NÃO APERTA QUANDO PRECISA.
E enquanto alguns vereadores parecem mais preocupados com crescimento pessoal, manutenção de espaços e permanência no poder, o cidadão continua esperando o básico:
SAÚDE QUE FUNCIONE. EDUCAÇÃO DE QUALIDADE. SERVIÇOS PÚBLICOS EFICIENTES. FISCALIZAÇÃO DE VERDADE.
Porque, no final, quando o Legislativo se preocupa mais com a própria sobrevivência política do que com a fiscalização do Executivo, quem paga a conta não é o vereador.
É O POVO.
E talvez essa seja a maior ironia da política de Lauro de Freitas:
MUITOS QUEREM PERMANECER NO PODER. POUCOS PARECEM DISPOSTOS A ENFRENTÁ-LO EM DEFESA DO POVO.
OLHAR CIDADÃO
QUEM REPRESENTA QUEM?

