🚨 SAÚDE PÚBLICA OU CAMPANHA ELEITORAL?
Uma denúncia recebida pelo Olhar Cidadão LF levanta questionamentos sobre o atendimento no CAPS AD de Lauro de Freitas.
Segundo o relato, uma paciente teria comparecido à unidade pela manhã para ser atendida pela profissional que já acompanha seu caso. No entanto, teria sido informada de que a técnica responsável só poderia atendê-la no período da tarde.
A paciente então retornou no horário informado, arcando novamente com despesas de transporte. Porém, segundo a denúncia, ao chegar à unidade, teria sido informada de que não seria atendida porque a profissional teria saído para participar de uma caminhada política de ACM Neto em Itinga.
O episódio teria ocorrido justamente em um período no qual o CAPS AD deveria estar funcionando. Dados oficiais do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) apontam funcionamento da unidade de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h. (CNES 2)
E a agenda de campanha de ACM Neto confirmou uma caminhada em Lauro de Freitas nesta sexta-feira, com concentração na Praça Oscar Moreira, em Itinga, às 15h44. (Farol da Bahia)
📢 MAS A HISTÓRIA NÃO TERMINOU AÍ
Ainda segundo a denúncia, a paciente, que já estava novamente na unidade, procurou o Conselho Municipal de Saúde e relatou o que estava acontecendo.
A orientação teria sido para que ela aguardasse.
Após a intervenção, outra funcionária teria sido acionada para realizar o atendimento, evitando que a paciente retornasse para casa mais uma vez sem conseguir ser atendida.
O caso levanta uma pergunta simples:
Se a paciente não tivesse procurado o Conselho Municipal de Saúde, ela teria saído do CAPS AD novamente sem atendimento?
O CAPS AD é um serviço público de saúde mental voltado justamente para pessoas que necessitam de acompanhamento relacionado ao uso de álcool e outras drogas. A própria Prefeitura informa que a unidade funciona de segunda a sexta-feira. (Sistema de acesso à informação)
⚠️ SERVIDOR PÚBLICO PODE PARTICIPAR DE ATO POLÍTICO DURANTE O EXPEDIENTE?
A denúncia precisa ser oficialmente esclarecida pela Secretaria Municipal de Saúde.
Se houve realmente ausência de uma profissional durante o horário de trabalho para participação em atividade político-eleitoral, é necessário saber:
Houve autorização?
Houve compensação de horário?
Quem ficou responsável pelos pacientes?
A unidade continuou com equipe suficiente para garantir os atendimentos?
O ponto central não é impedir a participação política de qualquer cidadão.
É saber se um serviço público de saúde deixou de prestar atendimento a uma paciente porque uma profissional teria se ausentado durante o expediente para participar de uma atividade política.
A paciente, segundo o relato recebido pelo Olhar Cidadão LF, precisou gastar novamente com transporte e só conseguiu ser atendida depois de procurar o Conselho Municipal de Saúde.
Em saúde pública, o paciente não pode ser colocado em segundo plano.
Agora, cabe à Prefeitura de Lauro de Freitas e à Secretaria Municipal de Saúde esclarecer o episódio e informar se houve ausência funcional, autorização para afastamento e quais providências foram adotadas.
Olhar Cidadão LF vai acompanhar.
